Troops of Doom: Alex Kafer, Alexandre Oliveira, Jairo Guedz e Marcelo Vasco

Quando Jairo “Tormentor” Guedz anunciou seu novo projeto intitulado Troops of Doom, a cena quase veio abaixo de emoção, e não para menos. Estamos falando de um dos bastiões do metal nacional, e foi fundamental para a consolidação do nome Sepultura no país.

Este cidadão ao lado dos irmãos Cavalera e o baixista Paulo Jr. gravou um dos mais importantes discos do som pesado nacional o Morbid Vision, primeiro disco do Sepultura. É desse disco que saiu o primeiro clássico da banda, a icônica “Troops of Doom”, e nada mais justo que este nome fosse o nome escolhido para o novo projeto.

Ao lado do vocalista e baixista Alex Kafer (Enterro, Explicit Hate, Necromancer), do guitarrista Marcelo Vasco (Patria, Mysteriis) e do baterista Alexandre Oliveira (Southern Blacklist, Raising Conviction) Jairo retorna as suas raízes de forma espetacular em 4 faixas inéditas e duas versões monstruosas de dois clássicos de sua antiga banda.

As faixas novas faixas do material remetem aquele som bem caldado em bandas como Celtic Frost e Venom num death/thrash sujo, pesado e direto, com exceção de umas levadas mais groovadas em “Whispering Dead Words”, que poderia muito bem se encaixar em materiais posteriores como o “Arise” por exemplo.

“Between the Devil and the Deep Blue Sea” e a faixa título “The Rise of Heresy” são duas cacetadas, com agressividade e violência sonora que lembram o Slayer em seus primeiros discos (e foi outra grande influência para o quarteto mineiro), enquanto “The Confessional” é mais cadenciada e ajuda a dar um descanso na pancadaria.

Com relação aos covers, o timaço formado por Jairo deu à “Bestial Devastation” e “Troops of Doom”uma sonoridade ainda mais agressiva e sombria que suas versões originais. Alex Kafer possui um timbre semelhante ao de Max nos primeiros discos do Sepultura e o baterista Alexandre Oliveira é uma verdadeira hecatombe rítmica. E claro, o trabalho de guitarras feita por Jairo e Marcelo é sem dúvida o toque de malevolência final neste massacre sonoro.

O destaque final fica por conta da capa, que coloca o demônio presente na arte de Bestial Devastation no centro de um universo infernal.