Tribulation: Johannes Andersson, Adam Zaars, Jonathan Hultén e Oscar Leander

Formado em 2005 na cidade de Arvika, na Suécia, o Tribulation começou sua trajetória fazendo um death metal pesado e agressivo, mas ao poucos foi desacelerando e amansando ao longo de sua discografia que já conta com cinco discos de estúdio. O mais recente e alvo desta resenha, trás uma sonoridade mais próxima do gothic com pitadas de black metal.

Quem nunca ouviu o som deste quarteto sueco, ele lembra um pouco a fase gótica do Rotting Christ, ou seja, é pesado, classudo, que usa e abusa de melodias melancólicas e ambiências sombrias e dão o “pano de fundo perfeito para as letras que abordam sobretudo temas de horror, mitologia e ocultismo.

O vocal agressivo do baixista Johannes Anderson encaixa com perfeição, mesmo nas faixas menos pesadas do álbum, como “In Rememberance” “Hour Of The Wolf” “Elementals” e “The Willdernes” que transbordam gothic metal. Porém são nas faixas, “Daughter Of The Djinn” e “Funeral Pyre”, que trazem riffs com velocidade acelerada comparado com as outras faixas do álbum, em que ele se destaca ainda mais.

Outro destaque é sem dúvida as linhas certeiras, pesadas e os solos incríveis dos guitarristas Adam Zaars e Jonathan Hultén. Aqui elas aparecem ligeiramente mais altas que os demais instrumentos, mas sem desequilibrar a produção de uma maneira geral o que mostra que a banda se preocupou bem mais com essa parte, se compararmos com seus antecessores.

No geral o disco vai agradar em cheio a galera que nunca ouviu antes (como eu, por exemplo) e curte essa mistura de gothic metal com elementos mais pesados e sombrios. Mas se você já tiver contato a mais tempo e curtia a fase mais death metal, talvez fique decepcionado, mas este trabalho supera e muito o chatíssimo The Children Of The Night (2015).