The Advent Equation:  Luis Gómez (guitarra), Roberto Charles  (bateria), Margil Hernández (vocal e baixo) e Carlos Licea  (teclados e piano)

Surgido em Monterrey, México o quarteto The Advent Equation é uma daquelas bandas de prog metal que agrada logo de cara e seu mais novo trabalho intitulado “Remmants of Oblivion” é uma verdadeira joia sonora, que une peso e melodia e uma experiência incrível.

O conceito do disco gira em torno do conceito de Carl Sagan, de que “a vida surgiu das estrelas”. Segundo o cientista, físico, biólogo, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor, divulgador científico e ativista norte-americano (ufa), quando as estrelas chegam ao seu fim elas explodem espalhando átomos de carbono, nitrogênio e oxigênio por toda a galáxia.

E justamente a instrumental “Ignition” abre de forma explosiva e incendiaria o material preparando o terreno para “Patterns of a Spiraling Reality” com um refrão pegajoso traz a ideia que a consciência, e não a matéria, é a base de toda a existência, e está em nosso DNA (pois somos todos feitos de estrelas, lembra?), e desta forma estamos conectados a uma consciência universal. 

Em “Remmants of Oblivion” O baixista e vocal Margil Hernadéz, mostra toda sua versatilidade alternando seus vocais entre limpos e um gutural monstruoso!!! Lembra Mikael Åkerfeldt lá no inicio do Opeth (fase mais death e menos prog).

A trinca seguinte formada por “An Eternal Moment”, “Facing the Absolute” e “Balance Through Extinction” a banda se utiliza de conceitos filosóficos e astrofísicos para tratar conceitos como morte, renascimento e absoluto (que seria a soma de todos os seres e estrelas, reais e possíveis). Isso fica bem evidente em “Balance”.

Por fim chegamos ao épico do álbum, dividido em duas partes. The Creation I: Hypnos, e Parte II: Thanatos, é simplesmente deslumbrante. Hipnos e Tânatos são os deuses gêmeos, filhos de Nyx, e representam o Sono e a Morte respectivamente (vai assistir Lost Canvas, “Narutoboy”). A primeira parte é bem curtinha e melancólica, ótima para dormir (desculpem não aguentei o trocadilho) enquanto a segunda após uma rápida intro no mesmo clima da anterior já chega atropelando tudo de forma grandiosa e mais uma vez temos os vocais guturais de Margil

É um baita disco com uma produção impecável, com todos os instrumentos soando em perfeito equilíbrio, sem excessos e que vai agradar muito fãs de Opeth, Tesseract e Gojira