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Soen: Stefan Stenberg, Lars Åhlund, Joel Ekelöf, Cody Ford e Martin Lopez

Formada na Suécia em 2010, o quinteto Soen chega ao seu quinto álbum de estúdio e passa por aquele momento ascendente que transforma bandas competentes em verdadeiras lendas com uma sequência de discos brilhantes e que talvez lhe dê a mesma impressão que eu tive: COMO CARALHOS NUNCA OUVI ISSO ANTES!!!!!

Uma das melhores partes de trabalhar ouvindo e fazendo resenhas de discos é sem dúvida a oportunidade para ouvir coisas novas e dar aquela atualizada no repertório (como músico isso é indispensável para mim), e como é revigorante encontrar pérolas como o Soen e seu belíssimo “Imperial”.

Para quem não conhece, o Soen é um supergrupo formado em 2004 pelo baterista Martin Lopez (Opeth e Amon Amarth), e o baixista Steve Di Giorgio (Death, Sadus e Testament). Mais tarde em 2010 juntaram-se ao projeto o vocalista Joel Ekelöf e o guitarrista Kim Platbarzdis. Fazendo uma mistura melódica, pesada e complexa a banda possui ainda em sua discografia quatro discaços: Cognitivo (2012), Telúrico (2014), Lykaia (2017) e Lótus (2019).

Com uma sonoridade limpa e cristalina, transitando entre o rock e o metal progressivo, o Soen ainda acrescenta elementos Djent e alternativos ao seu reportório, criando uma massa sonora com múltiplas camadas que impressionam e prendem a atenção do ouvinte de forma quase hipnótica.

“Lumerian”, “Deciever” e “Monarch” abrem o disco com muita quebradeira rítmica, groove e peso, de forma impecável e muita melodia. São três músicas que poderiam facilmente serem tocadas em qualquer rádio, com seus refrãos grandiosos e grudentos, daqueles “vamo cantar todo mundo”, quase como baladas e ainda sim mantendo um instrumental extremamente técnico e intrincado.

Outra faixa incrível é “Dissident” em que o guitarrista Cody Ford mostra à que veio: uma chuva de riffs explosivos seguidos de levadas delicadas e solos jazzísticos num emaranhado de nuances que formam a sonoridade da banda. É disparada a faixa mais diversificada, e diria a melhor, do material.

Ainda temos “Modesty” e “Antagonist” onde a banda usa e abusa das mudanças de andamento, misturando partes épicas e melódicas com muito peso e agressividade, de forma tão natural quanto brilhante, deixariam David Gilmor e Maynard Keenan orgulhosos.

Em suma, é um baita disco de rock/metal progressivo que vai agradar e surpreender quem ouve, mesmo que já conheça a banda, que não é o meu caso (imperdoável, eu sei)