O vocalista Klaus Meine reforçou, em entrevista à rádio americana 103.5 The Fox transcrita pelo Blabbermouth, que o Scorpions não pretende fazer nenhuma outra turnê de aposentadoria. A banda fez uma série de shows de “despedida” em 2010, mas mudou de ideia e seguiu em atividade nos anos seguintes.

“Não queremos mais saber de ‘adeus’. Sem mais turnês de despedida – é isso. Naquela época, seria uma ideia ruim, mas alguém teve a sensação de que era o momento de ser uma turnê de despedida”, afirmou ele, inicialmente.

scorpions-video-shot

O que fez a banda mudar de ideia? “Após três anos nesta turnê de despedida, percebemos que havia uma nova geração inteira (de fãs de Scorpions). Recebemos uma oferta para gravar um álbum da série ‘MTV Unplugged’. E houve uma série de outras razões para seguir em frente. Ainda bem que fizemos isso”, respondeu.

Meine, então, citou a turnê pelo Brasil, realizada no segundo semestre de 2019. “No ano passado, há alguns meses, em outubro, tocamos no Rock in Rio para mais de 100 mil fãs brasileiros ensandecidos. Daí, você percebe: ‘uau, ainda há muita gasolina neste tanque’. A gente se diverte demais. Seria uma decisão completamente equivocada parar e abandonar tudo isso, uma história tão única, considerando que somos uma banda europeia, alemã – não há muitas dessas por aí no mundo. É bom estarmos ainda por aqui”, afirmou.

O cantor conhece que a idade está chegando para os integrantes do Scorpions. “Claro, sou realista para perceber que isso não vai durar para sempre. Quem sabe o que nos espera na próxima esquina? Porém, agora, estamos nos sentindo bem, saudáveis, fortes. Temos um novo baterista, Mikkey Dee, que veio do Motörhead, chutando nossos traseiros e trazendo muita energia. É muito divertido. Um grande privilégio poder tocar para três gerações em alto nível”, disse.

Em agosto de 2018, durante entrevista ao jornalista Eddie Trunk, Klaus Meine apontou que o anúncio de aposentadoria foi um “erro”. “Tivemos nosso momento de dúvida onde pensamos em nos aposentar. E percebemos que estávamos errados, porque ainda há muita lenha para queimar. Há uma grande demanda pelo Scorpions e somos uma das poucas bandas a fazer esse palco global. Se não fosse isso, claro, não haveria motivo após tantos anos. É desafiador. Claro, você não faz isso pelos negócios. Os negócios são bons, claro, mas você não faz isso por dinheiro. É pela diversão, pelo que está dentro de você, em seu sangue”, afirmou, na ocasião.

Fonte: Whiplash/Blabbermouth

Fã de sludge/stoner/doom e bandas pontuais de várias outras vertentes. Paulistano esperando a volta segura de shows, fã de uma boa competição, seja ela qual for. Aqui na Rede Metal faz curadoria e publicação de conteúdo e toda parte administrativa e estratégica.