Maaaaaanoooooo se tem uma banda que nunca decepciona é o Primal Fear.

Formada em 97 por pelo vocalista Ralf Scheepers e o baixista Mat Sinner, os veteranos do metal alemão chegam em seu 13º álbum de estúdio, via Nuclear Records, esbanjando talento, qualidade e um bem vindo toque de modernidade.

O que não é nenhuma novidade visto a qualidade técnica indiscutível dos músicos da banda e sua criatividade e principalmente a paixão pelo metal pulsando em cada riff.

Apesar de toda a discografia da banda ser excelente, deste o belíssimo “Seven Seals” de 2005 que eu não ficava tão empolgado com um disco da banda.

Apesar de seguir a pegada mais moderna do disco anterior, “Apocalypse” de 2018, a sonoridade lembra muito discos clássicos como “Jaws of Death” e a obra prima da banda “Nuclear Fire”.

Não por acaso os dois discos são abertos por duas sapatadas na orelha, e são seguidos por uma chuvas de riffs pesados de muito bom gosto criatividade e refrões grudentos como todo bom heavy metal.

A banda esta ainda mais entrosada, o que não de se espantar visto que esta formação está junta à quase 10 anos, e a recém entrada do brilhante baterista Michael Ehré é a sem dúvida a cereja do bolo.

O disco alterna entre levadas épicas de power metal e belíssimas baladas, onde a voz desse monstro chamado Ralf Scheepers beira a ignorância e mostram que este jovem de 55 ainda tem muita relevância no cenário mundial, mesmo com o aparecimento de jovens talentosíssimos nos últimos anos.

É um disco poderoso e visceral como só o Primal Fear parece ser ainda capaz de produzir.