O Pain of Salvation é se dúvida um dos nomes mais relevantes do prog metal na atualidade e parte desse mérito vem da mente criativa de seu líder Daniel Gildelöw, que já provou diversas vezes que sabe o que faz.

A banda, ao longo da sua discografia, passou por diversas fases sonoras sempre se renovando, fugindo do lugar comum e obviamente isso já era esperado em seu novo trabalho de estúdio, “Panther”.

Ao contrário de seu antecessor, “In the Passing Line of Day”, que traz um clima denso e extremamente pessoal, já que aborda a experiência de quase morte de Daniel, “Panther” lembra sonoramente os discos “Road Salt I e II”.

“Acelerator”, primeiro single do material e faixa de abertura do disco é empolgante, quebrada e com Daniel cantando horrores como sempre. “Unfuture’ traz peso e dramaticidade. “Wait’ transborda genialidade, profunda e com uma enorme riqueza de detalhes. “Restless Boy” tem uma mudança de andamento FELOMENAL no meio da música. E a faixa final “Icon” com diversas nuances, misturando levadas densas e mais calmas é uma das composições mais lindas do disco.

O fato do disco anterior ter sido tão absurdamente gigante no sentido lírico, a expectativa em “Panther” era enorme e acabou sendo uma agradável surpresa ver que a banda conseguiu trazer um disco sólido e esbanjando criatividade, mesmo que não tenha alcançado a mesma grandiosidade de “In the Passing Line of Day”.

Outro destaque que merece destaque é a belíssima arte da capa feita pelo nosso compatriota André Meister, que já produziu ilustrações para a banda Inlutz, além de ser, junto Sergio Mazul (vocalista da banda Semblant), criador e ilustrador da HQ “Semblant: Blood Chronicles”, lançado no Brasil pela gigante Darkside Books.

Pai da Lucy, baixista do Souls of Rage, guitarra e vocal do Covah e headbanger fanático, atuou em diversas frentes da cena underground nacional, desde trabalhos de roadie, técnico de som e produção, até editor e apresentador do extinto programa Metaslpash na AllTv.