O Napalm Death foi sem dúvida uma das bandas barulhentas e assustadoras que ouvi quando comecei minha trilha sem volta do mundo do metal extremo.

Lembro o primeiro cd que ouvi foi o “Diatribes”, um dos mais criticados pelos fãs mais hardcore da banda por sua sonoridade mais lenta e experimental. Eu particularmente gosto gosto bastante desta fase. Porém a curiosidade em conhecer mais coisas da banda, peguei emprestado com um conhecido os petardos “From Enslavement to Obliteration”, “HArmony Corruption” e “Utopia Banished”.

Resultado: de lá pra cá foi só “ladeira à baixo” procurando bandas e discos cada vez mais agressivos e pesados, buscando aquela sonoridade simples, crua e direta daqueles discos.

E simples, cruel e direto é exatamente o que você vai encontrar no mais recente álbum da banda, sucessor do ótimo “Apex Predator”, onde vemos o bom em velho Napalm, pesado e agressivo, com uma sonoridade maus moderna e groovada.

Toda essa simplicidade do novo disco se explica pelo fato de que após a saída do mítico Mitch Harris da banda, o trabalho de composição das guitarras ficou a cargo do, também icônico, baixista Shane Embury. Por conta disso os trabalhos de cordas deste disco são bem menos complexos, porém as linhas mais groovadas e cheias de breakdowns, mostram que o semi-careca Shane é um baita riffeiro também.

Outro ponto forte do disco, e outro elemento presente na discografia da banda, são experimentações. Logo nos primeiros segundos do disco já temos um riff que soaria banal se estivéssemos falando de uma banda de death metal melódico, mas aqui ele server para dar um tempero a mais na sonoridade da banda.

Acredito que todos os fãs, das diversas fases da banda, vão encontrar neste disco diversos elementos atrativos. Eu achei foda!!

Pai da Lucy, baixista do Souls of Rage, guitarra e vocal do Covah e headbanger fanático, atuou em diversas frentes da cena underground nacional, desde trabalhos de roadie, técnico de som e produção, até editor e apresentador do extinto programa Metaslpash na AllTv.