Moonspell: Aires Pereira, Hugo Ribeiro, Fernando Ribeiro, Pedro Paixão e Ricardo Amorim

Quem me conhece sabe que de todos os subgêneros dentro do heavy metal o gothic é de longe o que menos me agrada, mas se tem uma banda dentro deste estilo que simplesmente não tem como não apreciar é o Moonspell, e se quem a acompanha desde o inicio acho que o épico 1775 foi o auge do grupo português o novo trabalho da banda é simplesmente FODEROSO!!!

Após narrar de forma brilhante o desastre que destruiu Lisboa em 1775 ( um terremoto e um tsunami que quase varreram a capital portuguesa do mapa) a banda liderada pelo simpaticíssimo Fernando Riberio, nos surpreende novamente com um disco nada menos que brilhante, fugindo dos tradicionais elementos gothic/doom/black, e nos presenteando com um baita disco de heavy metal com elementos de elementos de rock progressivo dos anos 70.

É quase impossível não fazer paralelos de “Hermitage” com “Dark Side of the Moon” e m suas ambiências, atmosferas, estrutura das canções, os solos de guitarra. Os dois grandes responsáveis por essa revolução foram o guitarrista Ricardo Amorim e o tecladista Pedro Paixão, autores de todas as músicas.

O disco todo é impecável, com dez faixas excelentes e muito equilibradas entre si, por isso para não ser injusto vou destacar as minhas preferidas que são: “The Greater Good”, “Common Prayers”, “Hermitage”, “The Hermit Saints” e “Without Rule”.

“Hermitage” é um disco magnífico e soberbo que fica pau a pau com a grandiosidade de “1775” e seguramente vai entrar para para lista de obras primas da banda ao lado de petardos como “Wolfheart” (1995), “Irreligious” (1996) e “Night Eternal” (2008).