POUTAQUEUPARÉU. Foi literalmente a primeira impressão que tive ouvindo o mais recente trabalho do trio brasilience de pagan black metal Miasthenia.

Apesar do disco ser composto por composições dos discos anteriores “Supremacia Ancestral” (2008), “Legados do Inframundo” (2014) e “Antípodas” (2017)  temos um material que pode sim ser considerado novo, dada a total repaginada nas canções em parceria com o produtor londrino Ifall.

Transformadas em músicas quase totalmente instrumentais e orquestradas “Taqui Ongo”, “13 Ahaun Katun”, “Kayanerehn Kowa”, “Coniupuyaras” e “Deuses da Aurora Ancestral” ganharam um tom mais épico e grandioso, que em nada lembram as versões originais, com a levada bruta e agressiva que colocou a banda entre os grandes nomes do metal extremo.

Aqui temos uma experiência mais sensorial e imersiva que lembram mais as trilhas sonoras de grandes épicos hollywoodianos compostos por mestres como John Willians (Star Wars), Basil Poledouris (Conan, O Barbaro), James Horner (Krull) e o mestre Hans Zimmer (Duna, Blade Runner, Gladiador entre outros).

Com certeza esse disco é grande salto na carreira da banda e tem tudo para atrair novos fãs, e os mais antigos que tenham a cabeça mais aberta para mudanças bruscas, provavelmente iram irão soltar vários “POUTAQUEUPARÉUS” também