Hereticamente lançado em 11 de setembro deste ano, We Are Chaos mostra um Marilyn Manson, numa fase mais sombria e depressiva, como seus últimos trabalhos, e ao mesmo tempo mais introspectiva.

O disco tem uma pegada gótica bem moderna e não apresenta mais aquela sonoridade barulhenta e agressiva de discos clássicos como os brilhantes “Antichrist Superstar”, “The Golden Age of Grotesque” e “Eat ME, Drink Me”

O trabalho como um todo é bem produzido e tem seus pontos fortes, como a assustadora capa, pintada pelo próprio Manson, mas não embala em momento nenhum e talvez desagrade até os fãs mais fervorosos.

A verdade é que nas últimas décadas nossa sociedade e mundo ficaram tão caóticos e grotescos que a versão controversa e polêmica do velho Manson já não causa tanto impacto na moral e os bons costumes.

A estética do álbum é interessante e as composições tem seus momentos de destaque mas não chegam a empolgar nem chamam tanto a atenção como seus antecessores “The Pale Emperor” e “HEaven Up Sidedown”.

Definitivamente é um disco fraco.