Cinco anos após seu último disco de inéditas ( o excelente VII: Sturm and Drang) o quinteto norte-americano Lamb Of God lança seu oitavo e brutal disco autointulado.

É um verdadeiro rolo compressor sonoro que mostra uma banda ainda mais afinada, mesmo com a saída do baterista Chris Adler, substituído por Art Cruz (ex-Prong e Winds of Plague).

Com vocais alternando entre o melódico e o gutural, o disco começa num clima sombrio com a faixa “Memento Mori” e segue ainda mais pesado na seguinte “Checkmate”.

“Reality Bath”, que fala sobre as frequentes ocorrências de tiroteios em instituições de ensino e o medo ao redor dessa realidade traz uma das letras mais pesadas do álbum.

“Resurrection Man” que trata sobre ocultismo, bruxaria e filmes de zumbis, foge um pouco dos temas abordados nas outras composições, porém é um contra ponto bem-vindo na avalanche sonora do disco com um todo.

Outro ponto que merece destaque é a participação dos vocalistas Jamey Jasta, do Hatebreed, e do lendário Chuck Billy, do Testament nas faixas “Poison Dream” e “Routes” respectivamente.

Este é definitivamente um disco que mostra porque, após 20 anos de carreira, o Lamb Of God é uma das bandas mais “foderosas” e relevantes do metal na atualidade.