Desde a sonoridade crua e brutal do pútrido “Sorcery” (1995) ao death metal mais melódico e com levadas complexas e quebradas do incrível Shadows & Dust (2002), o quarteto canadense Kataklysm sempre foi uma banda que destacou no meio do metal extremo.

Com quase 30 anos de atividade e 18 trabalhos lançados, entre álbuns de estúdio e ao vivo, a banda já se tornou um dos maiores nomes do death metal mundial e possui uma legião de fãs no mundo todo.

Então era de se esperar que o novo trabalho da banda criasse muitas expectativas e o single “The Killshot” só serviu para nos deixar ainda mais ansiosos.

Pela primeira vez a banda utilizou guitarras de sete cordas o que deu uma sonoridade naturalmente mais pesada, deixando ainda mais brutais a linhas compostas pelo monstro JF Dagenais, enquanto o vocalista, Maurízio Iacono, trouxe letras inspiradas nos episódios de ansiedade e depressão, que caem como uma luva no atual momento de pandemia que o mundo vive. Sem falar na cozinha formada pelo baixista Stephane Barbe e o baterista Oli Beaudoin estão ainda mais precisos.

O resultado é um verdadeiro massacre sonoro com a banda deixando uma verdadeira trilha de destruição ao longo das 9 faixas.

Destaques para as faixas “The Killshot”, “Cut Me Down”, “Icarus Falling” e é claro “The Way Back Home”, que me pareceu inspirada em “Dead Embryonic Cells” do Sepultura (essa é difícil, precisa prestar bem atenção no riif)