Seguindo a mesma pegada lenta, pesada e atmosférica do excelente “Terraforming” o quarteto paulista Jupiterian mostra ainda mais maturidade em seu terceiro disco: “Protosapien”.

Ao contrario dos trabalhos anteriores, mais sujos e densos, aqui temos uma produção mais refinada com riffs pesados e melodias quase psicodélicas, mais sombrias e sinistras do que nunca.

A atmosfera melancólica e de eminente desgraça permeia todo o disco e em alguns momentos chega a ter um clima gótico e soturno com riffs de guitarra muito bem elaborados e uma bateria cadenciada que traz ainda mais vigor ao som da banda.

As linhas vocais também não ficam para trás e misturam levadas guturais com sussurros, quase rosnados, que soam imponentes mas ao mesmo tempo são cheios de sentimentos e melancolia.

É um disco com uma sonoridade esmagadora, melódica e emocionalmente tenso que prense o ouvinte dos começo ao fim com uma sensação quase claustrofóbica e ao mesmo tempo hipnotizante.

Todas a faixas do disco seguem numa mesma pegada e mantém o clima malévolo por todo o material, mas sem dúvida “Homecoming”. Mere Humans” e a belíssima “Capricorn” merecem atenção