Em entrevista ao podcast de Jeremy White, com transcrição do Ultimate Guitar, Rob Halford contou como nasceu a icônica introdução de bateria de “Painkiller”. O cantor disse que a passagem instrumental não foi criada de forma premeditada: rolou naturalmente.

“Aconteceu organicamente. Estávamos compondo todas as músicas para o álbum, concluímos essa etapa. Nossos discos até hoje são feitos por toda a banda, completa, e representam quem somos naquele período. A música ‘Painkiller’ acabou sendo a faixa-título. Às vezes, a faixa-título não precisa ser a que lidera o álbum, mas ela se impunha de forma muito potente”

Halford, então, destacou que a música “Painkiller”, entre todas as outras faixas do álbum, era “a que tinha mais a dizer”. “Nós precisávamos desse tipo de abertura extraordinária, da bateria em vez de uma voz gritando, ou guitarras estridentes. Quando nasceu, pensamos: ‘vamos em frente'”, afirmou.

“Sempre que a tocamos nos shows e Scott fica lá sozinho, no palco, fazendo aquela abertura, os fãs piram. Há um pouco da iconografia do metal ali. É uma declaração gloriosa”.

Em setembro deste ano, Scott Travis contou que a introdução de “Painkiller” nasceu de um simples aquecimento em estúdio. A banda estava produzindo o álbum no Miraval Studios, em Nice, na França, e o baterista estava se preparando para um dia de gravações.

Era um lugar legal, confortável para tocar o que quisesse. Eu sabia que faríamos a música ‘Painkiller’ e era para ser uma música rápida e animada. E eu estava apenas brincando um pouco ao fazer aquela introdução”, afirmou.

Sem descrever exatamente a técnica utilizada, Travis destacou que o trecho mais marcante da introdução de “Painkiller” traz uma alternância específica entre notas tocadas com os pés e as mãos. “Tecnicamente, são quatro notas com os pés e uma com a mão. […] Estava apenas tocando alguns exercícios e tinha a ideia de ‘Painkiller’ em mente, eles gostaram e me orientaram. Como baterista, sempre quis ter uma introdução musical marcante, poucos conseguem isso”, disse.

Ouça, a seguir, a bateria isolada de Scott Travis em “Painkiller”:

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