O guitarrista Michael Weikath relembrou o polêmico quinto álbum do HELLOWEEN, “Chameleon” (1993), em entrevista ao The Metal Voice transcrita pelo Sleaze Roxx. O álbum foi o último gravado com o vocalista Michael Kiske, que voltou recentemente à banda, e o baterista Ingo Schwichtenberg, falecido em 1995.

helloween

O direcionamento polêmico de “Chameleon”, que se afastou de vez do heavy metal e explorou diversas influências, acabou rachando o Helloween de vez. Weikath disse que vê o disco com bons olhos, mas entende que ele poderia ter soado “melhor”.

“‘Chameleon’ poderia ter sido melhor, com uma abordagem diferente, mas foi o resultado do que estava rolando na época e as intenções que tínhamos”, disse.

Em seguida, o músico revelou que a banda estava com uma dívida milionária – por isso, buscava o sucesso através de um hit. “Estávamos com uma dívida de dois milhões de marcos alemães (moeda da Alemanha antes do euro) e tentando nos livrar daquilo de alguma forma. Achávamos que se fizéssemos um álbum comercial, funcionaria”, disse.

O álbum em questão foi o último lançado pelo Helloween em uma grande gravadora: a EMI, que apostou na banda após o sucesso dos dois “Keepers”, de 1987 e 1988. O primeiro investimento do selo no grupo foi “Pink Bubbles Go Ape” (1991), que já não obteve boa repercussão comercial e trouxe o grupo deixando um pouco de lado o seu power metal típico. “Chameleon”, na sequência, fugiu ainda mais da estética que consagrou o quinteto – e passou longe do sucesso.

Confira a entrevista, na íntegra (em inglês e sem legendas), no player de vídeo a seguir.

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