Andi Deris falou há alguns dias no programa “Metal Magdalene With Jet“, da rádio Metal Messiah, sobre o sua trajetória no Helloween, incluindo a própria trajetória da banda, na década de 90, mas deixou algumas recomendações em relação à substituição de vocalistas:

“Lembro-me que em 94, quando me juntei ao Helloween, vindo de uma banda já bem-sucedida [Pink Cream 69], era o segundo álbum de estreia na minha carreira, por assim dizer. Lembro-me do frio na barriga e hoje ainda o sinto, quando falo sobre isso, porque não ficou nada claro: as pessoas vão aceitar-me como o novo vocalista? E todos nós sabemos a história.

Mudar de vocalista não é algo que deveria ser feito [risos]. É algo muito perigoso. Conheço poucas bandas, como o Van Halen, que ficaram ótimas, após o vocalista original ter saído e seguido com sucesso. Quando finalmente entramos no estúdio em 94, era mais ou menos uma atitude de ‘que merda é esta?’ [risos] Faz apenas as tuas coisas e divirta-se, porque a música é diversão, certo? No fim das contas, não se deve preocupar com questões sobre dinheiro ou futuro ou o que quer que seja para não ficar paranóico.

Um músico não deve ser uma pessoa nervosa, caso contrário será sempre uma pessoa paranóica. Portanto, no final, devemos ser alguém que diz: ‘Bem, que se lixe, basta seguir em frente e esperar o melhor.'”