Com um título no mínimo polêmico para o ano de 2020 (mamilos!!!), o sexteto londrino Haken lançou em julho deste ano pela InsideOut Music seu sexto trabalho de estúdio, o pesado “Virus”.

O álbum, além de elementos já explorados em outros discos, com misturas de heavy metal e suas vertentes com musica erudita e jazz, traz uma sonoridade mais agressiva e precisa que vai agradar em cheio aos fãs de Meshuggah.

A quebradeira começa de forma alucinante logo na primeira faixa “Prosthetic”, com a cozinha afiada e precisa do baterista Raymond Hearne e do baixista Conner Green. O vocal de Ross Jennings, apesar de soar mais suave que o resto da banda, funciona com perfeição.

Na sequência a faixa “Invasion”, começa de forma mais suave e vai subindo o tom numa linha bem progressiva e crescente que explode de forma catártica num refrão insano e muito emotivo. Lá pela metade da musica começa uma quebradeira rítmica absurda.

As faixas seguintes “Carousel” e ” The Strain” lembram muito alguns trabalhos antigos da banda como ótimos “Aquarius” e “Visions“ e é são as mais progressivas de todo o disco. Nesta parte os guitarristas Richard Henshall e Charles Grifftiths alternam riffs pesados e melódicos de forma brilhante.

Dividida em 5 faixas temos “Messiah Complex”, uma verdadeira suite épica onde a banda destila com precisão e muito bom gosto toda sua genialidade e técnica. Aqui o baterista Raymond Hearne mostra mais uma vez que é um monstro atrás de seu instrumento.

“Only Stars’ fecha o disco de forma mais calma e suave, uma espécie de alívio sonoro após toda a pancadaria das faixas anteriores. Ela é extremamente delicada e marcante e muito bem executada também.

Este novo disco parece apontar para uma nova fase da banda e vai agradar em cheio os fãs de rock e metal progressivo que curtem um som com mais agressividade.

Simplesmente genial