Gravekeepers: Diego Fiorot, Klaus Kly, Andrey Scream, Jonell Pereira e Thiago dos Anjos

Fazendo um som calcado no thrash metal com pitadas de hardcore, direto e violento, o quinteto capixaba Gravekeepers estreia com seu EP auto intitulado e promete ser um dos mais novos destaques da cena underground nacional.

O trabalho de produção do disco é realmente incrível e ficou a cargo de Felipe Gama, que captou com sucesso toda a brutalidade e energia da banda, além de ter deixado o material bastante equilibrado sem sobras nem excessos. Somando isso ao fato do disco ter poucas faixas, seria injusto destacar uma outra faixa, então vou comentar brevemente minhas impressões em cada uma.

Após uma rápida intro, “Power King” chega com os dois pés na cara, com guitarras agressivas, uma cozinha precisa e com muito groove e os vocais gritados bem característico das bandas de metalcore em sua origem. Destaque para uma ótima harmonia vocal que traz um tom mais sombrio no refrão.

“Blood River” começa de forma cadenciada e logo voltamos pra pancadaria desenfreada, com diversas alternâncias rítmicas e uma linha de baixo que lembra em alguns momentos os primeiros discos do Fear Factory.

Em “Fuga” temos um hardcore direto e pesado. A letra em português (única do material) caiu como uma luva.

“Monster of Revenge” tem uma belíssima intro, envolvente e misteriosa, e aos poucos o instrumental vai entrando num crescendo que chama mais uma sequencia muito bem executada e poderosa.

Na faixa seguinte “Emperor’s Arrival” a cozinha dita o ritmo com muito peso e groove. De todas as faixas é a com mais variações da andamento além de possuir um solo viceral.

O disco fecha com a autointitulada “Gravekeepers” que tem uma pegada mais puxada pro heavy com toques de Black Label Society e um solo bem “zakkwyldezístico”. Outro detalhe desta faixa, é suas linhas de baixo bem mais destacadas que do resto do material.

É um excelente disco bem gravado e bem equilibrado, mas não deslancha e fica no “quase”. Faltou um pouco mais de ousadia, mas não significa que seja algo ruim, apenas que a banda tem ainda muito potencial que pode ser explorado.

Fiquem de olho nestes Coveiros.

Sergio
Pai da Lucy, baixista do Souls of Rage, guitarra e vocal do Covah e headbanger fanático, atuou em diversas frentes da cena underground nacional, desde trabalhos de roadie, técnico de som e produção, até editor e apresentador do extinto programa Metaslpash na AllTv.