A Suécia é um país mundialmente conhecido no cenário metálico por ser um verdadeiro berço de bandas de metal. Desde o inconfundível timbre “Boss HM-2” das bandas de death metal da “escola de Estocomo” (só os fortes….kkkk)como Nihilist, Dismember e Etombed, a melodias complexas e intricadas de bandas como Opeth, Meshuggah e Evergrey o que não faltam são exemplos de qualidade e técnica.

Então não é de se espantar que mais uma vez sejamos agraciados com uma banda de altíssimo nível. A diferença é que o quarteto da pequena cidade de Vansbro, no sul da península escandinava, traz um heavy metal com pitadas de hard rock bem peculiar, apesar de já terem sido comparados a lenda dinamarquesa Pretty Maids.

Composições de muito bom gosto e melodias que grudam fácil na cabeça são um dos pontos principais de “Damnation”, segundo álbum da banda. O disco é direto e com muita personalidade, e mesmo alguns clichês, como os refrões em coro e as letras com temas com temáticas sobre drogas, crimes e guerras, aqui são muito bem explorados pela banda.

Uma das músicas mais interessantes do disco é sem dúvida “Sweet Cherie”, que segundo o vocalista Patte Carlsson é sobre “…uma garota fictícia que queremos salvar dentro de um videogame fictício…”. Além de Patte, vocalista e guitarrista, completam a banda o também guitarrista Linus Andersson, o baixista Lasse Strand e o baterista Ludwig Tonermalm.

Além da já citada “Sweet Cherie”, os destaques ficam por conta da “deep purpleniana” Burn, a pesada “Let’s Get High”, a belíssima balada Black Moon e as vibrantes “This is My Home” e “Freedom”.

Além desse discão, vale a pena conferir também o seu antecessor “Local Heroes”

Pai da Lucy, baixista do Souls of Rage, guitarra e vocal do Covah e headbanger fanático, atuou em diversas frentes da cena underground nacional, desde trabalhos de roadie, técnico de som e produção, até editor e apresentador do extinto programa Metaslpash na AllTv.