Da esquerda para direita: Jim Mateos, Ray Alder, Joey Vera, Bobby Jarzombek e Michael Abdow

Quando vi o clip de “Point Of View” (do grandioso disco “Parallels”) no saudoso Fúria Mtv, virei fã de cara do Fates Warning, e até hoje é umas das minhas bandas favoritas de progmetal estadunidense.

Apesar da inconstância é uma banda que sempre esteve na ativa e produzindo discos fenomenais e isso se deve ao fato da dupla Jim Mateos (guitarra) e Ray Alder (vocal), sempre manterem um base sólida e criativa

“Long Day Good Night” é mais uma prova do trabalho estupendo dos músicos e que conta com a participação de um time igualmente habilidoso, que atualmente conta com a cozinha nervosa do baixista Joey Vera (Armored Saint, Seven Withces e Anthrax) , do baterista Bobby Jarzombek (Iced Earth, Halford, Riot, e Sebastian Bach) e o recém chegado guitarrista Micheal Abdow.

As treze faixas do álbum mesclam peso e melodia com uma riqueza de detalhes absurda, e novos detalhes surgem a cada nova audição. Mas também temos passagens simples e diretas tocadas com maestria e precisão.

A faixa de abertura “The Destination Onward” serve como cartão de visita para novos ouvintes e apresenta aos poucos o “arsenal” sonoro da banda, enquanto faixas como “Now Comes the Rain” e “The Way Home” possuem timbres e melodias que lembram clássicos como “Perfect Simmetry” e Chasing Time”.

A firula progressiva dá uma pausa nas faixas “Scars”, “Liars” e “Glass Houses”, as mais pesadas e diretas do disco, e eu arriscaria dizer da carreira da banda.

A aula de prog volta em “Longest Shadow of The Day” (literalmente a mais longa do disco com mais de 11 minutos) com suas levadas complexas, trincadas e cheias de camadas sonoras, ao passo que belíssima “The Last Song” o material fecha de forma emotiva e sublime.