Epica: Ariën van Weesenbeek, Isaac Delahaye, Simone Simons, Mark Jansen, Rob van Der Loo e Coen Jansen

Com o lançamento de “Omega”, a parte final da trilogia metafísica iniciada em “The Quantum Enigma” (2014), o sexteto holandês Epica se torna uma das bandas mais importante do metal sinfônico mundial, um dos estilos mais traiçoeiros do metal: ou a banda se consagra ou é jogada no esquecimento.

Na intro instrumental “Alpha – Anteludium”, o piano constrói lentamente suas notas com uma flauta ao fundo para entregar de forma quase explosiva a faixa “Abyss of Time”, os vocais quase líricos de Simone Simons, os guturais profundos do Mark Jansen comandam de forma belíssima a música até uma quebra sensacional, onde riffs mais pesados e menos elementos sinfônicos, são conduzidos pelos vocais de Mark.

Em “Skeleton Key” temos um tom mais sombrio e um ritmo lento que encaixam como uma luva na letra que fala sobre um desastre eminente. Uma das parte mais sensacionais da faixa fica por conta de um breve  breve interlúdio em que os vocais de Simone são acompanhados por um coro infantil (algo com que a banda nunca trabalhou antes). FODÁSTICA!!!!

Voltando as suas raízes sinfônicas temos nas faixas “Seal of Solomon” e “Code of Life” trazem um instrumental e melodias (orquestras e corais) inspiradas no oriente, algo que sempre esteve presente na sonoridade da banda. Aqui temos uma produção com o selo “EPICA” de qualidade de ponta a ponta.

Na metade do disco temos  “Kingdom of Heaven, Pt. 3 – The Antediluvian Universe”, uma odisseia com quase treze minutos e meio através de vários elementos e eras do som da banda. Essa faixa, que atua como a conclusão da trilogia Kingdom of Heaven e também para homenagear a falecida avó de Jansen, abre com coros e linhas de guitarras precisas.  É uma faixa que reúne mudanças de andamento e elementos aleatórios de forma muito atraente.

Em contraste com ela, temos “Rivers”, a balado do disco. Suave, simples e direta. Ótimo contraste, com a faixa anterior e as seguintes. “Synergize – Manic Manifest” o ritmo grandioso volta para entregar em “Omega – Sovereign of the Sun Spheres”um final apoteótico com  trompas triunfantes, algumas melodias com linhas orientais que deixariam Devin Townsend se roendo de inveja.

Ao contrário de seus antecessores “The Quantum Enigma” e “The Holographic Principle”, que se aprofundaram em elementos mais científicos, “Omega” traz uma abordagem mais pessoal e individual. Combinando princípios científicos e experiências sensoriais, a banda trás um conceito digno de grandes épicos da literatura de ficção científica.

Simplesmente incrível!!!