Banda: Roberto Barros, Diogo Mafra, Edu Falaschi, Aquiles Priester, Raphael Dafras e Fabio Laguna

Uma década após a fatídica e vergonhosa apresentação no Rock in Rio de 2011, um dos mais carismáticos e talentosos vocalistas do Brasil retorna de forma triunfante e espetacular com um disco recheados de participações especiais, músicos competentíssimos e composições incríveis.

Vera Cruz é um disco musicalmente bem diversificado e que traz diversos elementos presentes em antigos trabalhos de Edu Falaschi (Symbols, Almah e Angra) e por isso não seria exagero nenhum concluir que se trata de um material que praticamente celebra os 30 anos de carreira do vocalista.

Ao lado grandes nomes de metal nacional, a maioria companheiros em antigas bandas como Aquiles e Fabio, no Angra, e Raphael Dafra e Digo Mafra, no Almah. Então não é de se surpreender que a intimidade e a química com estes músicos ajudassem Edu a engrandecer ainda mais este disco.

Após a belíssima intro “Burden” temos a poderosa “The Ancestry” que chega na velocidade da luz com uma sequencia matadora de riffs e dobras de guitarras dos monstros Diogo Mafra e Roberto Barros, acompanhados pela cozinha infernal e Aquiles e Raphael e o teclados sempre de muito bom gosto de Laguna. Metal melódico com aquele refrão clássico “vamocantatodomundojunto”.

“Sea of Uncertainties” começa bem caótica e lembra bastante materiais antigos de seus tempos de Angra, mas nada que desmereça a faixa, afinal de contas o Edu compôs muitas músicas em suas antigas bandas, e isso acaba sendo até previsível.

Na belíssima balada “Skies in Your Eyes” Edu mostra todo seu talento, tanto na poética da composição com em suas linhas vocais de uma delicadeza ímpar. Traz o ‘selo eduzinho’ de qualidade e pode ser facilmente comparada a obras como “Whishing Well” e “Heroes of Sand”.

A primeira participação especial chega quebrando tudo na potente “Face of The Storm” com o nosso compatriota Max Cavalera num dueto soberbo. É uma faixa com diversas harmonias vocais e variações rítmicas que dão uma grandiosidade épica e arrepiante.

Na sequência a rainha da música nordestina brasileira, Elba Ramalho, personifica a “Rainha do Luar” para fechar com chave de ouro um disco que prima do início ao fim pela qualidade técnica, bom gosto nas composições e participações certeiras que engrandeceram ainda mais um material digno de figurar entre os maiores clássicos do metal nacional.

Como disse o Aquiles em seu perfil no Facebook, quando o disco foi oficialmente lançado: O ALEMÃO VOLTOU!!!