Dark Tranquility: Martin Brändström, Anders Iwers, Mikael Stanne, Johan Reinholdz, Chris Amott e Anders Jivarp

Pioneiros do Death Metal melódico, ao lado de In Flames e At The Gates, o Dark Tranquility mostra que renovar é preciso, e frente a grandes obstáculos (como a saída de seu membro fundador e principal compositor, o guitarrista Niklas Sundin), nos presenteiam com um disco realmente foda!!

Eu particularmente sempre gostei mais do death metal sueco ao americano, principalmente as mais Old School (oriundas de Estocomo, como Dismember, Emtombed, Carnage, Morbid e Nihilist), mas a importância da escola de Gotemburgo ao estilo é inegável. E é justamente de lá que vem o Dark Tranquility.

Após a saída de  Sundin, os guitarristas Johan Reinholdz (ex- Andromeda) e Christopher Amott (Arch Enemy), que já excursionavam com a banda desde 2017, foram efetivados e o resultado é um disco cativante que mantém uma pegada consistente do começo ao fim como se os músicos tocassem juntos á décadas.

Logo de cara, “Phantom Days” com muita melodia e força, as guitarras e teclado funcionando muito bem durante toda a faixa, já dá uma mostra do que nos aguarda. “Transient” e “Identical to None” chegam com mais peso e energia, ao passo que em “The Dark Broken” e “Remain in the Unknow” , com Mikael Stanne fazendo alternância de estilos vocais, temos os momentos mais grandiosos do álbum.

É interessante notar como a banda sempre conseguiu transitar entre levadas melódicas, pesadas, suaves e densas sem perder o peso e soar maçante. Vale destacar que a cozinha formada pelos Anders, Jivarp o batera e Iwers o baixista, também mostram um ótimo entrosamento e sustentam um base forte e precisa mesmo com tantas mudanças de andamentos.

“In Truth Divided” ,apesar de arrastada, fecha o disco de forma monumental, com o tecladista  Martin Brändström criando harmonias belíssimas para Sttane dar um show de melodia com vocal limpo. É também a que tem o refrão mais bonito de todo o disco: “In truth divided, I have lost myself again. When words are not enough and time is not the healer”

DISCAÇO