O Cova Rasa, formado por Jayme Danko (vocal e guitarra), Gustavo Fassina (guitarra), Edu Milani (baixo), Daniel Werneck (bateria) e Flavio Sallin (teclados) apresentam o segundo álbum, “Cruzando Infernos”. O material, produzido ao lado de Marcello Pompeu e Heros Trench, do estúdio Mr. Som (SP), foi antecipado com o single e lyric video “Saga de um Justiceiro” e o videoclipe “Paranoia”.

A faixa de abertura, “Lobo Uivante”, apresenta-se como um conto de terror sobre um lobisomem que trava uma batalha entre seu lado humano e seu lado fera. Já “Condessa de Sangue” fala sobre uma das mais emblemáticas serial killers da história, Elizabeth Bathory, que tinha o hábito de se banhar em sangue de jovens virgens. “Como banda, nossa ideia sempre foi a de contar histórias de forma concisa e diferente, mostrando que, apesar de mais difícil, é possível fazer isso em português”, analisou Jayme Danko.

No caso de ‘Saga de um Justiceiro’, a letra conta a história de um ‘matador de bandidos’ chamado de Armando Sá, o ‘Carcará’, que enfrentava o crime fazendo justiça com as próprias mãos. “Algo não muito usual, mas inspirado em histórias do cotidiano. Cruel e sanguinária, como a Cova Rasa gosta de contar”, explicou Jayme Danko. “O interessante do trabalho de Paulo Coruja, que criou o lyric em formato HQ, foi que ele soube expressar bem a temática. Inclusive, esta música tem uma letra em que não se repete uma linha. Então, isto vai de encontro à ideia de fazer um disco relevante em português”, acrescentou Danko.

Já a faixa “San Zhi” baseia-se em uma história real de uma cidade fantasma em Taiwan. “Nos anos 70, ela foi construída para ser um local turístico, mas nunca foi habitada. Acidentes e mortes aconteceram durante todo o processo. Então, desistiram e até hoje ela permanece abandonada. Depois de anos, arqueólogos descobriram que havia sido construída em cima de um cemitério, nos séculos passados”, contou o vocalista e guitarrista.

“Batalha dos Guararapes”, por sua vez, é a única que foge da temática de terror. “Uma das guerras e datas mais importantes do Brasil, que mudou os rumos da nossa nação. Foi a partir dessa batalha que o Brasil deixou de ser uma colônia para virar um país. Mas, infelizmente, brasileiro não é ensinado a ter orgulho de sua própria história”, esbraveja Danko.

Ouça o álbum “Cruzando Infernos” no Spotify:

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