Prince teve purple rain. Roy Batty tinha tears in rain. A lua de Saturno, Titã, tem chuva de metano, e Slayer tem raining blood. Mas nenhum desses fenômenos é tão extremamente metálico quanto o presente no WASP-76b, um planeta extremamente quente a aproximadamente 640 anos-luz da Terra. Quando o dia vira noite no planeta distante, algo estranho acontece.

Chove ferro.

As descobertas, publicadas na revista Nature na quarta-feira, vêm de uma observação de 60 dias do WASP-76b pelo Super telescópio do Observatório Europeu do Sul, no Chile. Os astrônomos usaram dados coletados pelo Echelle Spectrograph para Rocky Exoplanets e Stable Spectroscopic Observations (Espresso), um novo instrumento no Super Telescope, para estudar a absorção da luz emitida pelo planeta ultra-quente e descobriram os fenômenos de chuva de ferro extremamente metálico.

O WASP-76b só mostra um de seus lados para sua estrela-mãe, o WASP-76, da mesma forma que faz a Lua ter apenas o mesmo lado voltado para a Terra. Essencialmente, o lado que fica de frente para a estrela é atingido pela radiação, enviando temperaturas disparadas acima de 3800 graus Fahrenheit (ou cerca de 2100 graus Celsius) e vaporizando metais como ferro. Os ventos ferozes do planeta levam isso para o lado noturno, onde as temperaturas são positivamente arrepiantes a 1400ºC.

O Wasp-76b é um planeta monstro que é duas vezes maior que Júpiter. Seu nome incomum vem do Wasp, sistema de telescópios do Reino Unido que detectou o objeto quatro anos atrás.

Um dos cientistas na equipe de descoberta, Don Pollacco da Universidade Warwick, disse que era difícil visualizar mundos tão exóticos.

“Essa coisa orbita tão perto de sua estrela que está essencialmente dançando em sua atmosfera exterior e sendo submetida a todos os tipos de pressões físicas que, para ser bem honesto, nós realmente não entendemos”, disse à BBC News.

“Ou vai acabar se chocando com a estrela ou o campo de radiação da estrela vai explodir a atmosfera do planeta e deixar só um núcleo quente e pedregoso.”

Ehrenreich é um fã de histórias em quadrinhos e pediu para que o ilustrador suíço Frederik Peeters produzisse uma interpretação do Wasp-76b.

“Frequentemente, com essas descobertas, vemos composições 3D detalhadas, em que vemos como é difícil para as pessoas diferenciarem se é uma foto real ou só uma imagem gerada por computador. Ao deixar a imagem um pouco divertida, não estamos enganando ninguém”, ele diz.

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