“Bandeira Negra”, álbum de estreia do Armada, foi lançado no início de 2018 pela gravadora Hearts Bleed Blue (HBB) no Brasil e pela americana Pirates Press Records nos Estados Unidos. As gravações do disco aconteceram em 2016 e o momento para banda, composta por quatro quintos do extinto Blind Pigs, era de liberdade. Liberdade de compor sem amarras, sem rótulos e sem pressão. Era um momento de trazer à tona novas influências e mostrar amadurecimento, consequência de mais de 20 anos de estrada. Foi um recomeço que rendeu, já de cara, um primeiro disco com 17 faixas em CD, LP e K7. “Não temos do que reclamar”, afirma o baixista Mauro Tracco. “Tentamos coisas novas como uma música country com Sergio Reis, cover de Bezerra da Silva com Kiko Zambianchi, músicas lentas como a balada ‘Mares Bravios’ e o folk ‘Um Só Refrão’. Todas essas músicas tiveram uma aceitação incrível”.

No entanto, a banda jamais poderia imaginar que em 2020 a liberdade estaria em causa. E que isso nada teria a ver com a repressão reafirmada no EP “Ditadura Assassina”, lançado pelo grupo no final do ano passado, mas sim com uma pandemia mundial que nos obriga a ficar em casa, longe uns dos outros. E é com o intuito de reviver um momento outrora corriqueiro, de estarmos juntos gozando de extrema liberdade, seja ela musical ou de locomoção, que o Armada revisita as gravações de 2016 no videoclipe da faixa título do disco “Bandeira Negra”, dirigido por Tracco e lançado nesta terça-feira (7).

“Acho muito positivo conseguir lançar um material novo em meio a esse momento tão estranho que estamos vivendo. Espero que as pessoas que curtem nosso som possam, por alguns minutos, esquecer os muitos problemas que estão passando. Editar esse clipe trouxe uma sensação agridoce. Além da saudade de estar em estúdio, é meio absurdo pensar que agora não podemos mais fazer algo tão natural como estarmos todos juntos numa mesma sala. Enfim, cedo ou tarde vamos voltar a fazer o que gostamos e com certeza vamos dar mais valor a esses momentos”, diz o baixista.

As cenas foram feitas de forma espontânea, sem a ideia de que se tornariam material para um videoclipe. O vocalista Henrike Baliú também ficou satisfeito com o resultado: “Me agradou muito por ser um clipe verdadeiro, nada do que você vê nele é falso, não estamos atuando. Todos da banda estão descontraídos e se divertindo com o processo de gravação, como deveria ser, e você vê isso claramente no clipe”.

Assista “Bandeira Negra”:

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Fã de sludge/stoner/doom e bandas pontuais de várias outras vertentes. Paulistano esperando a volta segura de shows, fã de uma boa competição, seja ela qual for. Aqui na Rede Metal faz curadoria e publicação de conteúdo e toda parte administrativa e estratégica.