Amaranthe: Morten Løwe Sørensen, Olof Mörck, Henrik Englund Wilhelmsson, Elize Ryd, Johan Andreassen e Nils Molin

Conhecidos por sua inusitada mistura de pop rock com metal melódico, o sexteto sueco Amaranthe chega aos seu sexto álbum de estúdio e, acredite, o ponto “mais fraco” do disco todo é justamente a escassez de elementos pops.

Embora a mistura de elementos da música eletrônica/indústrial não seja nenhuma novidade dentro do heavy metal, o Amaranthe foi um pouco mais além e acrescentou toques de música pop e eurodance para criar um som único e com personalidade e quase inconfundível.

O sucessor do ótimo Hellix (2019), trás uma banda mais ousado e dinâmico, com os três vocais da banda formando juntos uma massa sólida potente e harmoniosa. Separados cada um brilha conforme a música pede e arrepia a cada instante. Elize continua graciosa como sempre, Nils (que entrou em 2017) mostra que foi uma excelente adição para as vozes limpas ao passo que Henrik está na sua melhor forma.

A cozinha formada pelo baterista Morten e o baixista Johan, está ainda mais afiada, ditando o ritmo com energia e versatilidade. Já o guitarrista Olof Mörck pesou a munheca e trouxe ainda mais peso para a sonoridade da banda. Por ser o tecladista e também o produtor, grande parte da coesão do trabalho foi responsabilidade sua, pondo cada peça em seu devido lugar.

Como senão bastasse isso, a banda ainda contou com um timaço de convidados que, como bem disse a colega Bruna Telles do Armadura Nerd, foram “colaborações cirúrgicas”, tornaram “Manifest” um disco grandioso e possivelmente um dos melhores que a banda já gravou.

Dentre as faixas que merecem destaque estão as ótimas “Fearless” que abre o disco com o pé na porta e “Archangel”. Ambas parecem inspiradas pela tour ao lado do Sabaton. A banda inclusive regravou a faixa “82nd All the Way” do álbum “The Great War”.

“Strong” com participação de Noora Louhimo (Battle Beast) e “Do or Die” (edição limitada do álbum) com Angela Gossow (ex-Arch Enemy) ficaram grandiosas com a participação das convidadas e encaixaram como uma luva no estilo de cada uma.

Por fim temos a balada “Crystaline” onde Elize e Nils, simplesmente arrebentam.

Para quem curte a banda e se impressionou com “Helix” preparem-se, este disco vai explodir a cabeça de vocês