Accept: Christopher Williams, Philip Shouse, Mark Tornillo, Wolf Hoffman, Uwe Lullis e Martin Motnik

A veterana banda alemã de heavy metal Accept é sem dúvida uma banda que soube envelhecer bem e mesmo com diversas mudanças em seu line up conseguiu se manter na ativa e continuar uma banda extremamente relevante para o heavy metal mundial.

Liderados pelo guitarrista Wolf Hoffmann, único membro remanescente da formação original, o sexteto chega ao seu décimo sexto disco de estúdio esbanjando técnica, qualidade e a uma receita, que mesmo já bem desgastada, ainda consegue cativar multidões.

Produzido por Andy Sneap, “Too Mean to Die” traz onze faixas cheias de energia com uma pegada mais hard mas sem deixar de lado riffs e melodias pesadas, solos eletrizantes, vocais raivosos e a boa e velha sonoridade do heavy metal genuinamente germânico.

“Zombie Apocalypse” abre o material de forma explosiva e veloz como um bom clássico com selo Accept de qualidade. A faixa titulo, que vem na sequência e traz logo de entrada o “riff clássico do metal” (sim, aquele que praticamente todas as bandas do mundo já usaram em algum momento…rsrs), é sem dúvida uma das melhores do disco. O que serve para reforçar o que foi dito lá encima.

“The Undertaker” é umas das mais arrastadas do disco, com um andamento bem marcado, quase como uma marcha fúnebre. Destaque para a cozinha formada pelo baixista Martin Motnik  e pelo baterista Christopher Williams que conduzem a música a maior parte do tempo até a entrada do refrão que gruda na cabeça de cara.

A pesada “Symphony of Pain” começa de forma épica e no final do solo um pequeno trecho da 5ª Sinfonia de Bethoven que casou formidavelmente com o tema da música, enquanto a belíssima “The Best is Yet To Come”, a balada do novo álbum, traz uma letra profunda e cheia de emoção.

Como disse é um clássico com o selo Accept de qualidade, não traz novidades nem ousadia, mas está longe de ser um disco ruim e com certeza vai agradar aos headbangers e ganhar um lugar de destaque na discografia da banda